sem aspas
textos, viagens e letrificações


Terça-feira, Agosto 11, 2009

Essência

Não tenho vergonha de sentir:
tudo o que possuo
é minha liberdade de ser.
É justo isso
o que me faz forte
o que me faz inteira
o que me faz.
Não tenho vergonha de confessar
O que me acelera o coração
O que me agonia as certezas
Ou que me faz sangrar.
Não tenho:
É lei cá dentro do peito
Guardar só o que foi feito
para tanto.
Se fere, derramo.
Se me repele, esclareço.
Se amo, entrego.
Se gosto, declaro.
Não há represas na minha boca
para o que vem da minha alma:
O rio de amores
que corre dentro de mim
É feliz
porque nasce e brilha
o seu rumo natural.
(Mesmo o fazendo sozinho).
Ainda que se aproveitem
Dessa minha franqueza de ser
Ainda que me julguem tola
Ou incapaz de me conter
Ainda que me diminuam,
Ou que não me entendam,
Por tanto me expor transparente
Serei assim
Como sou:
Sentimento em matéria bruta
jamais aprisionado.

posted by CAMILA LORDELO | 2:37 PM
com aspas:
idos
colírio para a alma