Quinta-feira, Julho 23, 2009
coming
Ainda não é agosto, mas olhei para o lado e era o que o meu calendário marcava. Inconsciente: desejo amanhã agosto. E tudo o que ele vai me trazer. De começo, algumas agonias, correrias – mas depois, recompensas. Aprendizado e, em seguida, vida. Do melhor sabor. Da melhor espécie. Agosto vai me trazer mundos, pessoas, descobertas, palavras novas, sensações. Vai me vestir cores e sugerir poses, serei um pouco do que ainda não sou – apenas por não ter como ser. E eu vou amá-lo como às minhas mais vivas lembranças, como aquilo que me irriga de vontades e luta contra a rotina, me encharcando de sonhos e continuações. Agosto me olha, como em um canto de bar, sedutor. E eu sorrio, a caminho de seus braços.
posted by CAMILA LORDELO |
4:57 PM
com aspas:
Segunda-feira, Julho 13, 2009
amplitudes
Sinto que é preciso que eu me encharque de amor para poder seguir. Porque o amor é a minha redenção, a minha cura incontestável. Me forra os passos e me enobrece as intenções, ainda que a graça dos dias se dê por sumida. Tira minha alma para dançar, o amor. Assopra o ardor das agruras. Meus olhos são maiores, por conta dele; meu abraço também. Amplio as paredes do coração, deixo de me ater a pequenas coisas para ser mais, para compreender mais (esse que é o verbo que mais me aperta os pensamentos). Compreendo se amo. E me deixo levar sem a insistente apreensão do saber para onde: simplesmente fluo. Como se me libertasse, me livrasse das amarras, todas.
Falo não do amor romântico, apenas, mas do amor na sua maior concepção: o amor a tudo. O prazer em tudo, a paz que há em toda coisa que existe (tudo tem sua paz). Uma espécie de maturidade, de sobriedade doce... uma grandeza de dentro que me faz melhor e humana em proporções absurdas.
Os dias nem sempre têm sido fáceis, mas é esse o amor que me toma pelas mãos. Passeio com ele pelas ruas, amando o mundo e o meu destino, na certeza de plenitudes por vir.
posted by CAMILA LORDELO |
4:44 PM
com aspas:
Terça-feira, Julho 07, 2009
de dentro de um táxi
Eu vi o Rio grávido
Prestes a dar a luz
Ao dia
Quanta poesia é possível caber
Nessa cidade-amor?
Seus recortes que embriagam
Suas cores nas estantes
Uma foto a cada instante
Desses mares que desaguam
Dentro de mim
Rio
De tudo que é lindo
De tudo que é tão
Rio
Nessa sua beleza
Mãe, imensidão
Rio
Porque não há outra coisa
A se fazer
Rio
Dessa maravilha
que é você
posted by CAMILA LORDELO |
11:45 AM
com aspas:
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